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Todos temos algum nível Risco Cardiovascular. Saiba porque se deve preocupar com ele.

data de publicação15 maio 2026 Anai Durazzo autor do artigo
Prof. Dra. Anai Durazzo  |  Cardiologista
Imagem Lateral
homem jovem, em contexto de consulta médica, indica onde sente dor na zona do coração
Quando falamos de saúde do coração, há um conceito que muitas vezes passa despercebido: o Risco Cardiovascular. Mas afinal, o que significa?

O que é o Risco Cardiovascular?

O Risco Cardiovascular é a probabilidade de uma pessoa vir a sofrer um evento grave, como um Enfarte do Miocárdio (Ataque Cardíaco) ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral), num horizonte de 10 anos - podendo este ser fatal ou não.
Mas este risco não é igual para todos. Cada pessoa tem a sua própria realidade, o que significa que a prevenção também deve ser individualizada.
 

Quais são os fatores de risco que aumentam a probabilidade de doença cardiovascular?

Os fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular dividem-se em dois grandes grupos:

Fatores de risco Não Modificáveis

São aqueles que não conseguimos alterar:

  • idade
  • sexo
  • antecedentes familiares de doença cardiovascular

Por exemplo: se um familiar direto — pai ou mãe — teve um Enfarte do Miocárdio ou AVC em idade precoce, isso pode aumentar o risco pessoal de ter um episódio cardiovascular. Trata-se de uma "herança" genética que deve ser tida em conta.

Fatores de risco Modificáveis

Estes são os mais importantes, porque são fatores que pode influenciar diretamente, ou seja, prevenir, para reduzir bastante o Risco Cardiovascular. São eles:

Como é feita a avaliação do Risco Cardiovascular?

A avaliação começa com uma Consulta de Cardiologia, numa conversa detalhada com o paciente. O médico vai procurar conhecer vários aspetos:

  • antecedentes pessoais e familiares
  • eventuais sintomas
  • estilo de vida
  • medicação habitual
  • níveis de stress no dia a dia
  • fazer um exame físico completo

Com base nesta avaliação inicial, o Cardiologista pode solicitar alguns exames complementares de diagnóstico, como:

Em alguns casos, poderão ser necessários exames adicionais, mais específicos, dependendo dos sintomas e do perfil de risco.
 

Quando deve fazer esta avaliação de Risco Cardiovascular?

Esta avaliação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 40 anos de idade, mesmo que não tenha fatores de risco conhecidos.
Este acompanhamento permite:

  • identificar precocemente possíveis problemas
  • implementar medidas preventivas
  • manter o risco cardiovascular o mais baixo possível

Com acompanhamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

Na Cintramédica temos um novo Programa de Saúde Cardiovascular que serve para isto mesmo. Neste programa são realizadas, pelo menos, 2 consultas médicas, análises clínicas e exames de diagnóstico, com o objetivo de calcular o Risco Cardiovascular pessoal e fazer um plano de ação para o diminuir no curto prazo.
No final desta avaliação, é entregue ao paciente um dossier completo com todos os resultados, o valor de Risco Cardiovascular atual e o objetivo acordado com o médico, com informações personalizadas sobre os próximos passos de atuação na prevenção pessoal cardiovascular.

Este processo é essencial na prevenção adequada, uma vez que as doenças cardiovasculares podem ser resultado de muitos anos de maus hábitos e falta de atenção, sem causarem sintomas. Quando surgem e se instalam, podem ser muito perigosas e são muito mais difíceis de controlar.
 

Autor do artigo

Anai Durazzo

Cardiologista (Cédula Profissional: OM 48876)

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