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Deixar de fumar: a melhor decisão que vai tomar hoje

05 Março 21   |   257

Cerca de 20 minutos após deixar de fumar, verifica-se melhoria da pressão arterial e do ritmo cardíaco. Dois dias depois recupera-se os sentidos do paladar (gosto) e do olfato. Um a 9 meses depois os pulmões melhoram a sua capacidade, a pessoa tem menos tosse e falta de ar. Ao fim de um ano, o ex-fumador reduz para metade o risco de doença coronária. Nos anos seguintes, o risco de cancro relacionado com o tabaco diminui, assim como o risco de enfarte e acidente vascular cerebral (AVC). Deixar de fumar é uma escolha de vida. Para si e para os seus.

 

Todas as formas de tabaco prejudicam a sua saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é uma das maiores ameaças mundiais à saúde pública, sendo responsável por mais de 8 milhões de mortes anualmente no mundo, das quais 1,2 milhões são fumadores passivos.

Todas as formas de tabaco são nocivas. Aliás, de acordo com um estudo de doze sociedades médicas e científicas, as mais recentes formas de tabaco aquecido contêm inúmeros componentes dos cigarros convencionais, com particular destaque para o acenafteno, substância cancerígena cuja presença nestes produtos é mesmo três vezes mais alta do que nos cigarros convencionais.

Por outro lado, fumar menos cigarros por dia não é uma solução para a sua saúde. Um estudo do National Cancer Institute, conclui que mesmo fumadores que fumem entre um a dez cigarros por dia têm um risco mais elevado de mortalidade do que não fumadores e beneficiariam de deixar de fumar.

 

O que os cigarros fazem ao seu corpo

O fumo dos cigarros afeta vários órgãos e sistemas do corpo. Veja de que forma e reflita se vale a pena continuar a fumar:


- Circulação

Ao entrarem na corrente sanguínea, as substâncias contidas nos cigarros alteram as paredes dos vasos sanguíneos e aumentam a probabilidade de formação de coágulos. A pressão arterial e o ritmo cardíaco também são afetadas. As artérias e veias ficam mais estreitas, privando o organismo do fluxo normal sangue. Estes aspetos aumentam a probabilidade de enfarte agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral (AVC);


- Cérebro

Fumar aumenta em 50% o risco de AVC. Aumenta também o risco de aneurisma cerebral, condição que pode conduzir a lesões cerebrais graves ou mesmo à morte. No entanto, após deixar de fumar reduz-se o risco de AVC e após cerca de cinco anos o risco é equivalente a um não fumador;


- Coração

São inúmeras as condições potenciadas pelo tabagismo. Nelas incluem-se a doença coronária e o enfarte agudo do miocárdio. O monóxido de carbono do fumo do tabaco provoca uma tensão acrescida no coração, elevando o ritmo cardíaco. Outros componentes dos cigarros afetam ainda o revestimento das artérias, levando à sua deterioração. Fumar duplica o risco de enfarte do miocárdio e doença coronária. No entanto, se deixar de fumar este risco reduz-se.


- Pulmões

É dos órgãos mais afetados pelo tabagismo. A probabilidade de infeções respiratórias, de ter tosse e expetoração são apenas os primeiros sinais. De modo mais grave, 83% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) são provocadas pelo fumo do tabaco. Esta é uma doença que afeta cerca de 800 mil portugueses e, de acordo com o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, em 2016 provocou a morte a 2791 portugueses;


- Boca e garganta

Fumar provoca mau hálito, manchas nos dentes, gengivite (que pode conduzir a periodontite), danifica os sentidos do gosto e pode provocar candidíase oral, infeção provocada por um fungo;


- Estômago

Fumar altera a contração do esfíncter esofágico inferior, o que pode provocar uma deslocação do ácido gástrico na direção errada, provocando refluxo esofágico. O fumar também aumenta o risco de gastrite;


- Pele

O aporte de oxigénio à pele é reduzido pelo fumo dos cigarros, o que altera a coloração da pele e provoca alguns efeitos como a celulite. Fumar provoca ainda um envelhecimento prematuro da pele em dez a vinte anos, além de aumentar para o triplo a probabilidade de se vir a ter rugas na face, particularmente ao redor dos olhos. Parar de fumar é um travão ao envelhecimento precoce da pele;

 
- Ossos

Uma das doenças mais incapacitantes dos ossos, a osteoporose, é agravada pelo tabagismo. O fumo dos cigarros provoca o enfraquecimento prematuro dos ossos, sobretudo nas mulheres;


- Cancro

Fumar danifica o ADN das células do corpo, provocando um descontrole no seu normal funcionamento, o que que está na génese do cancro. Por outro lado, o fumo dos cigarros danifica o sistema imunitário, tornando mais difícil que as nossas defesas ataquem as células cancerígenas. Nove em cada dez cancros do pulmão, um dos tipos de cancro que apresenta maior mortalidade, são provocados pelo tabagismo ativo ou pelo fumo passivo. Fumar pode provocar ainda cancro em quase todos os órgãos. A lista é extensa: no sangue (leucemia), bexiga, cólon e reto, esófago, rins e zona pélvica, laringe, fígado, traqueia, boca, garganta, pâncreas e estômago. Além disso, os homens fumadores com cancro da próstata têm maior risco de vir a morrer por este tipo de cancro do que os não fumadores.

 

Deixar de fumar: uma batalha que pode ser ganha

Não é fácil deixar de fumar. A nicotina, principal substância envolvida na dependência tabágica, é ao mesmo tempo um sedativo e um estimulante. O potencial aditivo da nicotina é, pelo menos, tão forte como o da heroína, o que faz com que seja difícil deixar de fumar. É comum que a pessoa que esteja a deixar de fumar sinta ansiedade, irritabilidade ou dificuldade em concentrar-se, entre outros sintomas. No entanto, esses primeiros efeitos podem ser minorados com aconselhamento especializado

 

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Referências bibliográficas:

Autor do artigo

Mónica Grafino

Pneumologista