
A força com que o sangue circula nas artérias do corpo é conhecida como Pressão Arterial (PA), ou por Tensão Arterial. Ao contrair, o coração bombeia sangue pelas artérias, veias e vasos capilares, irrigando músculos, tendões, tecidos e órgãos do corpo.
Esta contração para bombear o sangue gera uma pressão que se denomina sistólica. Quando o coração relaxa para voltar a encher-se de sangue, provoca uma pressão conhecida como diastólica.
Ao medir a sua pressão arterial, o valor mais elevado corresponde à pressão sistólica (“máxima”) e o valor mais baixo corresponde à pressão diastólica (“mínima”).
O aumento da pressão sobre as paredes das artérias, provocado por determinados fatores, dão origem ao que chamamos de Hipertensão Arterial (HTA).
Existem dois tipos:
Os valores da PA têm vindo a ser atualizados ao longo dos anos. Em 2024, foi proposta uma nova forma de classificação, que os organiza em:


Fonte: Sociedade Europeia de Cardiologia / European Society of Cardiology
A HTA afeta mais os homens (cerca de 40%) e a faixa etária a partir dos 65 anos (mais de 70%). Porém, a partir dos 55 anos, mais de metade dos adultos sofre de Hipertensão.
Por outro lado, além das condições e patologias que podem provocar Hipertensão Arterial, destacam-se também como fatores de risco determinadas condicionantes como:
Na maioria dos casos, a HTA é uma doença silenciosa. Porém, com o passar dos anos, pode danificar vasos sanguíneos e órgãos como o cérebro, rins e o coração. Nessa fase podem surgir sintomas como:
Uma das formas mais graves de Hipertensão é a crise hipertensiva, que resulta de um aumento rápido da pressão arterial e possíveis lesões que possa causar a órgãos como o coração, rins ou cérebro. Tal pode constituir uma emergência e ameaçar a vida.
A Hipertensão Arterial representa um dos principais fatores de risco de inúmeras condições cardiovasculares, algumas das quais constituem as principais causas de morte prematura.
Entre elas destacam-se:
Portugal é um dos países da Europa que apresenta a maior taxa de mortes por doenças cerebrovasculares.
Apesar de ser uma doença silenciosa, a Hipertensão pode ser detetada através da medição da Pressão Arterial.
É importante esclarecer que uma medição isolada de valores elevados não equivale a um diagnóstico de Hipertensão. Há fatores circunstanciais que podem provocar valores acima do normal. Por isso, antes de cada medição, deve evitar:
Deve permanecer sentado durante cerca de 5 minutos para permitir a estabilização dos valores.
A medição da pressão arterial deve ser repetida pelo menos três vezes, com um intervalo mínimo de 1 a 2 minutos entre cada avaliação.
A medição fora do consultório é recomendada, quer através da auto-medição domiciliária, quer por meio do MAPA (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial).
Este exame é realizado através de um aparelho que mede a pressão arterial ao longo do dia (24 horas), precavendo situações como a hipertensão de “bata branca” (que ocorre quando se registam valores elevados de pressão arterial derivados da ansiedade de se ir ao consultório).
O MAPA é também importante para avaliar a eficácia da medicação, analisar o perfil da pressão arterial ao longo do dia e verificar a sua redução durante o sono, contribuindo para um melhor acompanhamento a longo prazo.
O principal objetivo do tratamento é reduzir o risco cardiovascular, que deve ser sempre avaliado.
O tratamento da Hipertensão Arterial começa, sobretudo em situações menos graves, pela adoção de estilos de vida saudáveis.
Dependendo da gravidade da hipertensão e do risco cardiovascular global, o médico poderá também prescrever medicação anti-hipertensora - isoladamente ou em combinação - com o objetivo de controlar os valores da pressão arterial e reduzir o risco de complicações.
Destaca-se que, dos mais de 3 milhões de portugueses com Hipertensão, menos de metade está medicada e apenas 11,2% tem a sua condição controlada, o que reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento regular e da adesão ao tratamento.
Numa palavra, sim!
O primeiro passo é adotar comportamentos saudáveis, a começar pelas crianças. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos últimos anos, tem-se observado um aumento do excesso de peso e obesidade nestas faixas etárias, calculando-se que entre 2,2% e 13% de crianças e adolescentes entre os 4 e os 18 anos sejam hipertensas.
Nesse sentido, e tendo em mente a população em geral, as melhores formas de prevenir a Hipertensão Arterial são: