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Marmitas para os lanches dos mais pequenos: como fazer escolhas saudáveis

data de atualização26 agosto 2026 Joana Baleia artigo revisto por
Joana Baleia  |  Nutricionista
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Marmitas para os lanches
Os lanches dos mais pequenos são sempre uma dor de cabeça para os pais e, normalmente, é nestas refeições que acontecem os maiores erros alimentares.

Lanches pouco saudáveis: quais os riscos para as crianças?

Muitas vezes os pais acabam por ceder aos pedidos dos filhos e, para garantirem que eles se mantêm alimentados durante a manhã ou a tarde, preparam lanches com recurso a alimentos processados, com elevados teores de gorduras hidrogenadas e de açúcar, altamente palatáveis (muito saborosas) e fáceis de consumir.
De que alimentos estamos a falar? De sumos, refrigerantes, pães de forma de longa duração, bolos, gomas, bolachas, croissants, pães-de-leite, etc.

A escolha destes alimentos contribui para: 

  • aumento de processos inflamatórios e défice de alguns nutrientes
  • maior risco de excesso de peso/obesidade
  • maior risco de desenvolvimento de doenças crónicas na idade adulta (como diabetes, doença cardiovascular e alguns tipos de cancro)
 

Quais as vantagens dos lanches saudáveis?

Um lanche saudável contribui para uma maior saciedade, uma melhor resposta imunitária, bem como para a concentração e o foco. Ajuda ainda os mais pequenos a manterem-se bem nutridos e preparados para responder da melhor forma aos estímulos e desafios do dia a dia.

Por isso, os alimentos presentes numa lancheira saudável devem apresentar uma elevada densidade nutricional, fornecendo vitaminas, minerais, fibra, hidratos de carbono complexos, gorduras de boa qualidade e proteína.

 

Que alimentos incluir nos lanches das crianças?

Entre os alimentos que podemos escolher como boas fontes de vitaminas e minerais temos principalmente a fruta fresca e os hortícolas:

  • fruta da época, evitando oferecer purés/saquetas de fruta que conferem pouca saciedade
  • cenouras baby ou em palitos
  • tomate cherry ou chucha
  • pepino
  • aipo
  • pimentos em tiras
  • alface ou rúcula para enriquecer sandes

Quando falamos de fibra e de hidratos de carbono complexos, para além da fruta e hortícolas acima mencionados serem também boas fontes, temos ainda os cereais integrais e leguminosas, sendo alguns exemplos para as lancheiras:
  • húmus (pasta de grão)
  • tremoços com baixo teor de sal
  • pão com listas de ingredientes curtas, preferindo massa-mãe/fermentação lenta
  • aveia e outros cereais ao natural, sem adição de açúcares

Como fontes de gorduras adequada pode optar para a lancheira dos mais pequenos entre:
  • frutos secos ou pastas dos mesmos (adequando à idade)
  • sementes variadas
  • abacate ou guacamole
  • azeite

Por fim, falamos de alimentos ricos em proteínas, alertando que as crianças não devem consumir doses excessivas destes alimentos, e que devem servir essencialmente como via de obtenção de cálcio e também gorduras.
Os produtos proteicos atualmente disponíveis no mercado e em grande escala devem ser evitados na infância (por exemplo, iogurtes skyr, leites proteicos, iogurtes proteicos, etc).

Neste grupo, destacam-se:
  • iogurte natural ou alternativa vegetal equivalente
  • leite meio gordo ou magro, ou alternativas vegetais equivalentes
  • queijos com baixo teor de sal
  • ovos
  • leguminosas (que são simultaneamente ricos em fibra, hidratos carbono complexos e também fonte de proteínas vegetais)

 

Como combinar os alimentos para criar lanches equilibrados?

Os lanches devem ser ajustados à realidade de cada criança e suas características individuais, mas aqui fica uma sugestão genérica:

Lanche da manhã - habitualmente um período mais curto entre o pequeno-almoço e o almoço em que se podem combinar dois grupos:

  • fruta + fonte de gordura, como frutos secos

Lanche da tarde - habitualmente um período mais longo e repleto de brincadeira e atividade física mais concentrada ao final do dia, pede lanches mais saciantes e completos tais como:
  • fonte de fibra + hidratos de carbono complexos + gorduras + fonte de proteínas: pão integral com pasta de amendoim + 1 iogurte natural com fruta

 

Boas estratégias que promovam escolhas mais saudáveis

É preciso ter em consideração que, se os mais pequenos não estão habituados a estes alimentos, estas opções de snacks serão rejeitadas à partida. É preciso paciência, perseverança e mudança de hábitos alimentares em casa, para que as crianças se possam familiarizar com opções alimentares mais saudáveis e diferentes daquilo a que estavam habituados.

Pode ser interessante solicitar a sua ajuda na preparação das próprias marmitas, apresentando-lhes as opções saudáveis disponíveis para escolha. A aceitação alimentar parece ser maior quando os mais pequenos participam na escolha e preparação dos alimentos que irão consumir.

O desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis desde idade mais jovens é extremamente importante para o desenvolvimento adequado assim como é fundamental para um melhor prognóstico de saúde na idade adulta. No entanto, é preciso reforçar que os hábitos alimentares dos mais pequenos são um reflexo dos hábitos alimentares da família e, portanto, é necessário que todo o seio familiar esteja alinhado e direcionado para escolhas mais saudáveis.

Artigo revisto por

Joana Baleia

Nutricionista (Cédula Profissional: CP: 2774N)

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