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Alergia alimentar: conheça os principais ingredientes a evitar

12 Julho 22   |   713

A alergia alimentar, tal como as restantes alergias, resulta de uma reação exagerada do sistema imunitário à presença de determinado alimento. Por motivos que se desconhecem, as nossas defesas “atacam” esse alimento (alergénio), desencadeando a alergia alimentar. Essa reação consiste em determinadas manifestações de diferentes gravidades que, no pior dos cenários, podem provocar uma reação anafilática potencialmente fatal.
Calcula-se que 5% das crianças possam ter uma alergia alimentar, enquanto que na população adulta essa frequência situa-se nos 3% a 4%.
O diagnóstico correto da alergia alimentar é importante, não só para evitar a reação alérgica, mas também para prevenir as evicções alimentares desnecessárias, ou seja, deixar de comer determinado alimento desnecessariamente. Fique a conhecer os alimentos responsáveis pela maioria das alergias alimentares e o que fazer para as evitar.

 

Alergias alimentares mais comuns

Os principais alimentos desencadeantes de alergia alimentar variam entre países e dependem dos hábitos alimentares, algumas características locais dos próprios alimentos e da predisposição genética da população. Em Portugal, cerca de 90% das alergias alimentares são provocadas pelo leite de vaca, ovo, frutos secos de casca rija, peixe, marisco, trigo e soja. Fique a saber quais são os alimentos que espoletam estas alergias, assim como onde pode encontrar esses alergénios em receitas, alimentos processados e rótulos de produtos.

Clique nos botões para ver que ingredientes deve excluir da sua alimentação


LEITE   OVO   TRIGO   FRUTOS SECOS   MARISCO/MOLUSCOS   PEIXE   SOJA
 

Evicção alimentar: restringir a alimentação

A forma mais segura de prevenir uma reação alérgica é, simplesmente, não ingerir esse alimento. Neste momento, existem poucas alternativas à evicção alimentar, uma vez que não existem vacinas antialérgicas para tratar com eficácia a alergia alimentar.
Nesse sentido, além do alimento em si, deve-se evitar comer qualquer receita que possa conter o ingrediente a que é alérgico assim como qualquer derivado que possa estar incluído no rótulo de um produto. Como exemplo damos a alergia ao leite. Para quem é alérgico ao leite é essencial saber que este alimento entra na receita de puré de batata. Do mesmo modo, também os alimentos processados podem conter alergénios potencialmente escondidos (exemplo: o leite encontra-se na confeção de salsichas).
 

Contaminação cruzada

A alergia pode ainda ser provocada por uma contaminação cruzada, ou seja, por ter estado em contacto (por acidente) com um alimento ao qual seja alérgico. A este fenómeno denomina-se contaminação cruzada, fenómeno que pode ter consequências graves para quem é alérgico. Neste contexto é importante lembrar que mesmo quantidades muito reduzidas do alergénio podem ser suficientes para provocar uma reação grave.
Por isso, se tem conhecimento que é alérgico ou está a cozinhar para alguém que tem uma alergia alimentar, deve ter atenção a uma série de comportamentos:

  • Lavar bem as mãos entre as várias etapas de manipulação dos alimentos
  • Não usar os mesmos utensílios durante a preparação, confeção, empratamento e distribuição de refeições (talheres, misturadoras, batedeiras, tábuas de corte, pratos, travessas, tachos e panelas e outros)
  • Não usar o mesmo óleo de fritura ou água de cozedura para diferentes alimentos
  • Não usar a mesma bancada ou superfícies para a preparação de alimentos diferentes
  • Durante a refeição as pessoas alérgicas devem evitar a partilha de talheres, pratos, guardanapos e copos de modo a evitarem entrar em contacto direto com eventuais alergénios.
 
Alergia alimentar ou intolerância?

É importante distinguir uma alergia alimentar de uma intolerância alimentar. Ambas são reações de hipersensibilidade à exposição a um determinado alimento, mas com origens diferentes.

A intolerância alimentar é desencadeada por mecanismos digestivos, metabólicos ou referentes à própria composição do alimento, enquanto que, como se disse em cima, a alergia alimentar é provocada por uma reação exagerada do sistema imunitário.

A intolerância alimentar pode ter um grande impacto na qualidade de vida das pessoas, mas não é tão grave como uma reação alérgica a um alimento. A intolerância à lactose (açúcar do leite), por exemplo, dá-se por haver uma falta de lactase (enzima que digere a lactose) no intestino que acaba por ser fermentada pelas bactérias presentes nesse órgão, dando origem a sintomas como a distensão do abdómen, náuseas e vómitos, má disposição ou alterações do trânsito intestinal. A gravidade destes sintomas depende da quantidade de lactose ingerida.

Já no caso da alergia ao leite de vaca, esta alergia é relativa às proteínas do leite de vaca e não depende da quantidade de leite que beba. Qualquer contacto provoca uma reação alérgica que pode ser grave. E por contacto entenda-se não só a ingestão, mas também o contacto com a pele, com a mucosa da boca ou pela inalação de vapores de cozedura.

Artigo revisto por

Anna Sokolova

Alergologista