
Um fumador tem, em média, menos dez anos de vida do que um não fumador, pois as substâncias do fumo do tabaco afetam alguns órgãos importantes, enquanto tornam o organismo mais frágil em relação a várias doenças.
De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, o tabaco é responsável por:
Deixar de fumar é a medida preventiva mais eficaz para diminuir os riscos de Enfarte do Miocárdio (Ataque Cardíaco), Angina de Peito, Doença Arterial Periférica e AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Além de ser um fator de risco para o fumador, o tabagismo afeta todos os que estão passivamente expostos ao fumo do tabaco, quer seja no ar ou nas superfícies onde este se deposita (ex: os estofos do seu carro), prejudicando a saúde de quem nos rodeia.
Ao deixar de fumar, para além da redução do risco de inúmeras doenças já mencionadas acima, existem muitos outros ganhos:
Mudar de hábitos exige foco e estratégia. Siga estas dicas e planeie o processo de deixar de fumar de forma sustentável.
Não. Trocar não é parar.
Enquanto os primeiros continuam a ser um produto de tabaco (que liberta substâncias tóxicas e mantém a dependência da nicotina), os segundos, conhecidos como “vapes”, representam uma nova forma de inalação que também acarreta malefícios para a saúde.
De acordo com as autoridades de saúde, não existem evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia e a segurança destes dispositivos como método para a cessação tabágica.
A melhor decisão será sempre parar de fumar.
Segundo a Direção-Geral da Saúde, deixar de fumar tem sempre benefícios, imediatos e a longo prazo, em todas as idades.
Entre eles, estão os seguintes:
O Tabagismo é a principal causa do Cancro do Pulmão, originando cerca de 90% dos casos.
O tabagismo em segunda e terceira mão representam a exposição involuntária aos resíduos tóxicos do tabaco.
Enquanto a segunda mão é a inalação direta do fumo, a terceira mão ocorre pelo contacto cutâneo ou ingestão de químicos nocivos que ficam impregnados em superfícies muito depois de o cigarro ser apagado (ex: estofos do carro, roupa, mesas)
Os últimos números divulgados pela DGS apontam que, em 2019, mais de 13 mil pessoas morreram por doenças atribuídas ao tabaco.
A nível global, a Organização Mundial da Saúde estima que existam mais 7 milhões de mortes por ano, sendo que 1,6 milhões sejam fumadores passivos.
Devido à dependência física e psicológica induzida pela nicotina, deixar de fumar é um processo diferente para cada pessoa.
O pico de intensidade pode sentir-se pelas 48/72 horas após o último cigarro, quando o organismo elimina os últimos vestígios de nicotina do sangue e os recetores cerebrais reagem à sua ausência.
É normal sentir insónias, irritabilidade, dificuldades de concentração ou fome, entre outros sintomas de abstinência.
A partir desta altura, os sintomas começam a diminuir progressivamente.
A recuperação é progressiva: num prazo até 3 meses após deixar de fumar, começa-se a respirar melhor e a sentir mais energia. Até 9 meses depois, a tosse e a falta de ar diminuem e a respiração torna-se mais fácil.
Ao fim de 10 anos, a probabilidade de desenvolver Cancro do Pulmão desce para cerca de metade.
Deixar de fumar não é fácil. Há quem consiga fazê-lo sem grandes dificuldades, mas a maioria dos fumadores tem de lidar com sintomas de abstinência e com o desejo de pegar em mais um cigarro, sobretudo nas primeiras semanas. E é nesta fase que a maioria das pessoa recai.
Mas não precisa de enfrentar este processo de forma solitária. Fale com o seu médico e procure uma consulta de cessação tabágica.
O acompanhamento adequado pode aumentar significativamente as probabilidades de sucesso. A ajuda faz a diferença.
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