
Os fatores relacionados com o envelhecimento natural do organismo, quer a nível físico, emocional ou cognitivo, podem dificultar o dia a dia, contribuindo para um aumento do sedentarismo, tornando o indivíduo menos funcional e autónomo, aumentando, deste modo, o risco de quedas.
Qualquer pessoa está sujeita a sofrer uma queda. No entanto, os adultos com idade superior aos 65 anos são mais propensos a desenvolver lesões mais graves após a queda.
As quedas podem provocar lesões físicas como fraturas ósseas, feridas, contusões, mas também podem afetar o estado emocional – perda de autoconfiança, aumento da sensação de medo de voltar a cair - que se podem traduzir em diminuição ou restrição das atividades de vida diária.
As causas das quedas são muito numerosas. Os seus fatores de risco podem ser classificados em dois grandes grupos:
No sentido de prevenir as quedas em casa ou no exterior, podem ser adotadas estratégias que reduzam o risco e promovam a segurança, diminuindo o medo de cair e incentivando a realização de atividades diárias.
Além das alterações do meio a realizar em casa, a atividade física, nomeadamente caminhar pelo menos 30 minutos por dia, e os cuidados alimentares são também fatores a considerar.
A atividade física contribui para a adoção de uma postura corporal adequada, melhorando o equilíbrio e o aumento de força muscular:
É importante manter-se bem hidratado, assim como optar por uma dieta variada e equilibrada, com valor nutricional adequado, de modo a promover a manutenção da energia necessária ao funcionamento muscular e cognitivo
O uso de auxiliares de marcha como bengalas, andarilhos ou canadianas deve sempre ser aconselhado por um profissional de saúde. No sentido de optar pela melhor solução, deve verificar a altura adequada do equipamento e instruir-se sobre o seu uso
Deve utilizar barras de apoio
Perante uma queda, é essencial manter a calma e avaliar a situação.
Se não houver sinais de gravidade:
Se houver dor intensa ou suspeita de lesão:
Se a pessoa estiver sozinha:
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a queda como “um evento que resulta numa pessoa que chega ao chão inadvertidamente ou a outro nível inferior”.
Afirma ainda que “as quedas são a segunda principal causa de mortes por lesões não intencionais em todo o mundo”.
Uma queda pode acontecer a qualquer pessoa e em qualquer fase da vida.
No entanto, existe uma relação direta entre o envelhecimento e o aumento do risco de quedas. Alterações na força muscular, no equilíbrio, na mobilidade, na visão e nos reflexos tornam as pessoas mais vulneráveis a perder a estabilidade e a cair.
As quedas podem provocar lesões físicas como fraturas ósseas, feridas, contusões, mas também podem afetar o estado emocional – perda de autoconfiança, aumento da sensação de medo de voltar a cair - que se podem traduzir em diminuição ou restrição das atividades de vida diária.
As quedas representam um importante problema de saúde nas faixas etárias mais avançadas, podendo causar lesões graves e perda de autonomia. A prevenção, a adaptação do ambiente e a atuação adequada após uma queda são fundamentais para reduzir complicações e promover um envelhecimento seguro e ativo.