
A Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio respiratório do sono e tem um forte impacto a nível físico e mental.
Caracteriza-se por paragens respiratórias (apneias) durante o sono, causadas pelo estreitamento e/ou obstrução intermitente das vias aéreas superiores.
No decorrer da noite, esta situação pode provocar:
Quando esta condição se confirma, é frequente que a qualidade e o número de horas de descanso se tornem inferiores ao necessário, e é muito comum um indivíduo sofrer deste problema durante anos, sem ter a menor consciência disso.
A deteção precoce da Apneia do Sono é fundamental, uma vez que permite adotar o tratamento mais adequado, prevenir o seu agravamento e impedir complicações mais graves.
Assim, é conveniente que todos aqueles que se revêm em algumas características ditas “de risco” ou que sofrem algumas das manifestações desta síndrome sejam avaliados por um especialista.
Os sintomas de Apneia do Sono manifestam-se durante a noite, mas podem prolongar-se pelo dia, afetando a saúde geral e o desempenho das rotinas.
Possíveis manifestações diurnas
Possíveis manifestações noturnas
O diagnóstico da Apneia Obstrutiva do Sono é confirmado através de exames que monitorizam a respiração e o sono, como é o caso do Registo Poligráfico do Sono nível III ou da Polissonografia.
São exames cujo principal objetivo é identificar doenças que se manifestam durante o sono, nomeadamente as perturbações respiratórias do sono.
Estes exames permitem avaliar parâmetros como a atividade elétrica cerebral, muscular, cardíaca, a respiração incluindo a oxigenação do sangue, a posição corporal e o ressonar.
Na maioria dos casos, a Apneia do Sono pode ser controlável com tratamento adequado.
O tratamento depende sempre da gravidade, do seu impacto na vida do indivíduo e das suas causas, mas em primeira instância passa por uma alteração no estilo de vida do doente:
Em outros casos, pode passar por:

A Apneia Obstrutiva do Sono está frequentemente associada a outras patologias, aumentando o risco de complicações a nível cardiovascular e neurológico.
Entre as principais consequências da falta de tratamento destacam-se:
Existem vários fatores que podem contribuir para a maior probabilidade de manifestar esta doença, nomeadamente:
A Apneia do Sono está associada ao excesso de peso, mas também pode ter origem genética.
A idade, o aumento do perímetro do pescoço, o consumo de álcool e tabaco e doenças congénitas podem estar na origem da Apneia do Sono.
Nas crianças, o aumento do volume das amígdalas e adenoides também pode originar Apneia do Sono.
Sem tratamento, a doença aumenta o risco de acidentes por sonolência, doenças cardiovasculares graves ou morte súbita durante o sono em casos extremos.
Embora não exista cura em todos os casos, os tratamentos podem controlar os sintomas e reduzir riscos.
A deteção precoce de Apneia do Sono permite iniciar o tratamento mais adequado, reduzindo os riscos e melhorando a qualidade de vida do doente.
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