
O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é responsável por cerca de 99% dos casos de Cancro do Colo do Útero. Como esta é frequentemente uma doença silenciosa, a realização do rastreio é fundamental para permitir a deteção precoce e o tratamento atempado.
Esta infeção é muito comum e pode afetar cerca de 75% das mulheres ao longo da vida, embora apenas uma pequena percentagem desenvolva cancro.


No estadio inicial do Cancro do Colo do Útero, a mulher não sente qualquer tipo de dor, sendo por isso importante consultar o seu médico de forma regular.
Só numa situação mais avançada é que começam a surgir os primeiros sintomas da doença, altura em que o tratamento poderá ser mais complexo.
Em alguns casos, estes sintomas podem estar associados a infeções ou outros problemas de saúde, e só o médico poderá fazer essa avaliação.
Se uma mulher apresentar sintomas sugestivos, resultados do Teste de Papanicolau (citologia) ou teste HPV alterados, o médico poderá recomendar exames adicionais para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.
A colposcopia é um exame que permite observar detalhadamente o colo do útero, vagina e vulva através de um colposcópio, um instrumento que funciona como um microscópio com uma lente de aumento e uma fonte de luz.
Geralmente realizada em consultório ou clínica, a colposcopia ajuda a identificar áreas suspeitas que possam necessitar de análise adicional com biópsia.
Durante a colposcopia, o médico pode recolher uma pequena amostra de tecido (biópsia) para investigar células pré-cancerígenas ou cancerígenas.
A maioria das biópsias é feita no consultório com anestesia local, e o tecido é posteriormente analisado em Laboratório de Anatomia Patológica.
A escolha do tratamento depende sobretudo do tamanho do tumor e da sua possível disseminação (metastização). Para uma mulher em idade fértil, a escolha do tratamento pode ainda depender da sua intenção, ou não, em engravidar.
As mulheres com Cancro do Colo do Útero podem ser tratadas através de:
Em qualquer fase, as mulheres com esta doença podem ser medicadas no sentido de controlar a dor e outros sintomas, para aliviar os efeitos secundários dos tratamentos e ajudar a lidar com dificuldades emocionais.
Este tipo de tratamento é designado por cuidados de suporte, gestão dos sintomas ou cuidados paliativos.
Homens e mulheres podem transmitir o vírus, sendo a atividade sexual a forma mais frequente de contágio.
A vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção. Tal como outras vacinas, estimula o sistema imunitário a reconhecer o vírus e a impedir que as células do colo do útero sejam infetadas.
Por isso, é importante que a vacina seja administrada antes do início da vida sexual, normalmente durante a infância ou adolescência.
Em Portugal:
Não. A maioria das infeções por HPV é temporária e eliminada pelo sistema imunitário. Só uma pequena percentagem de infeções por tipos de HPV de alto risco pode levar ao desenvolvimento de lesões cancerosas.
Sim, é fundamental. O rastreio ginecológico, através de citologia e do teste de HPV, deve ser mantido. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV. O rastreio regular é a melhor forma de detetar alterações celulares, mesmo nas mulheres vacinadas.
Mesmo que não tenha sido vacinada, é importante continuar a fazer o rastreio regular do Cancro do Colo do Útero, de acordo com as recomendações médicas. O seu médico pode aconselhar se a vacinação ainda é adequada para si, tendo em conta a sua idade, histórico de infeções e outros fatores de saúde. O mais importante é não negligenciar o rastreio, mesmo na ausência de vacinação.
O rastreio regular é a forma mais eficaz de identificar alterações do colo do útero em fases iniciais.
Quando diagnosticado precocemente, o Cancro do Colo do Útero tem elevadas taxas de sucesso terapêutico, muitas vezes com tratamentos menos agressivos.
A vacinação contra o HPV e a vigilância ginecológica contínua são ferramentas fundamentais para reduzir significativamente o risco desta doença. Fale com o seu médico e marque o seu rastreio se não o fez recentemente.
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