
A Ressonância Magnética é um dos exames de Imagiologia com maior precisão. Permite obter imagens de elevada resolução, grande detalhe e é uma ferramenta essencial para revelar aquilo que outros exames não conseguem com um nível tão elevado de clareza.
Fique a conhecer como funciona e quais as vantagens desta tecnologia no diagnóstico de várias patologias.
Ao contrário de outros exames radiológicos, como o Raio-X ou a Tomografia Computadorizada (TC/TAC), a Ressonância Magnética não produz qualquer tipo de radiação ionizante. O aparelho de Ressonância Magnética é composto por um íman muito forte, que se encontra dentro do cilindro do equipamento. As imagens são criadas através da utilização de pulsos de radiofrequência, que estimulam os átomos de hidrogénio presentes no corpo humano. Quando os átomos de hidrogénio voltam à sua posição original, é captado o sinal que cria as imagens extremamente detalhadas do interior do corpo humano.
Devido ao funcionamento constante do íman principal do equipamento de Ressonância Magnética, ouve-se um barulho de fundo permanente e suave mesmo quando não estão a ser realizadas imagens. No entanto quando as imagens estão a ser adquiridas, o som que o equipamento emite é bastante intenso. Este barulho existe devido à aplicação dos pulsos de radiofrequência, que criam uma vibração mecânica dentro do equipamento, gerando dessa forma sons fortes e repetitivos, como estalos, batidas e zumbidos. Para atenuar o desconforto causado pelo ruído, são geralmente fornecidos tampões auditivos que ajudam a abafar o som produzido.
Uma Ressonância Magnética pode demorar entre 20 a 90 minutos, dependendo da região anatómica (área do corpo) a analisar. Ao longo do exame são executadas várias sequências de imagens de elevada resolução e precisão, com o objetivo de analisar diferentes tipos de tecidos. Cada sequência pode demorar, em média, entre 1 e 9 minutos. Se uma imagem ficar “tremida”, a sequência terá de ser repetida, o que aumenta o tempo de realização do exame. É por isto que é tão importante o paciente manter-se sem se mexer ao longo do exame e o mais imóvel possível, uma vez que a sensibilidade do equipamento a qualquer tipo de movimento durante a aquisição de imagem é bastante elevada.
Na maioria dos exames de Ressonância Magnética, e dependendo da região anatómica a analisar, é pedido ao paciente que faça um jejum prévio de 4 a 6 horas. Por outro lado, no caso dos exames à região pélvica, poderá ser necessária também a toma de medicação laxante.
O paciente deve ainda trazer os seus exames anteriores e análises mais recentes. Caso já tenha sido operado, deverá também trazer, no dia do exame de Ressonância Magnética, a nota de alta da cirurgia e/ou documento comprovativo do material em que consiste a sua prótese ou implante.
Caso tenha sido operado recentemente, é aconselhável aguardar que passem no mínimo 2 meses completos desde a cirurgia até à data do exame, para que a realização da Ressonância Magnética seja segura.
Tal como explicado anteriormente, o íman do equipamento de Ressonância Magnética é muito forte, o que faz com que materiais metálicos sejam atraídos contra o equipamento. Assim, não podem entrar na sala de exame objetos como carteiras, relógios, telemóveis, fios, brincos, chaves, canadianas, cadeiras de rodas, etc. É por esta razão que é pedido que todo este material seja retirado antes de entrar na sala de exame.
Se o piercing for de titânio ou de aço cirúrgico, não precisa ser retirado, porque o material é compatível com a Ressonância Magnética. No entanto, mesmo sendo compatível, se este se encontrar localizado na área que se pretende estudar, terá de ser retirado porque prejudica fortemente a imagem. O ouro e a prata também são compatíveis com a Ressonância Magnética.
- Próteses e/ou implantes
- Monitor de pressão intraocular
- Válvulas cardíacas artificiais
- Desfibrilhadores cardíacos implantados
- Pacemaker
- Bombas de infusão de insulina
- Neuroestimuladores
- Clips metálicos
- Placas, agrafos ou outras técnicas cirúrgicas que utilizem metal
- Implantes cocleares ou tubos metálicos nos ouvidos
- Dispositivos intrauterinos
- Estilhaços de metal, balas, etc.
Importa referir que já existem pacemakers que permitem a realização de uma Ressonância Magnética, mediante uma programação prévia antes do exame.
Durante o exame poderá existir a necessidade de efetuar imagens com contraste. O contraste é um produto químico que, quando administrado através da veia, ajuda a destacar as diferenças entre os tecidos e permite que as imagens de ressonância magnética sejam mais nítidas, especialmente em áreas onde, de outra forma, poderiam ser difíceis de visualizar, como vasos sanguíneos, tumores ou áreas de inflamação. A necessidade de utilização de contraste é decidida mediante decisão clínica do Médico Radiologista ou Neurorradiologista, no momento do exame.
Em alguns exames à região pélvica, poderá ainda vir a ser necessário o uso de gel endocavitário, mediante a patologia que se pretende despistar.
Uma das principais dificuldades na realização de uma Ressonância Magnética diz respeito a uma eventual sensação de ansiedade durante o exame, que pode ser provocada pelo barulho da máquina, pelo desconforto de estar num espaço pequeno ou pela dificuldade em se manters imóvel durante o exame. É nestas situações que a experiência dos técnicos de Radiologia da Cintramédica faz a diferença. Um dos “segredos” é dar ao paciente o controlo do exame. Na mão da pessoa está sempre um botão de emergência que pode ser usado em qualquer altura. Esse botão, a simpatia e profissionalismo da equipa da Cintramédica, dão segurança e confiança ao paciente.
De um modo geral, praticamente não existem contraindicações para uma Ressonância Magnética. No entanto, é desaconselhável a sua realização durante o primeiro trimestre de gravidez, uma vez que é nessa altura que se estão a desenvolver os órgãos do feto. Nessas situações, só deve ser feito se for absolutamente necessário.
Ao prescrever este exame (ou qualquer outro que possa ter contraindicações), o médico pondera os prós e contras de o realizar. Nos casos em que o exame é contraindicado, só se procede à sua realização se for estritamente necessário do ponto de vista clínico.
O equipamento de Ressonância Magnética da Cintramédica é o aparelho VantageElan, da marca Canon Medical, capaz de obter imagens de grande qualidade. O seu formato é em túnel ou cilindro, fechado lateralmente e aberto nas extremidades. Em alguns exames, como é por exemplo o caso dos joelhos, pés e tornozelo, a zona da cabeça não entra dentro do equipamento.
Na Cintramédica não são realizados exames de Ressonância Magnética com sedação.
A marcação dos exames de Ressonância Magnética na Cintramédica pode ser realizada num breve prazo, o que é uma vantagem e uma grande conveniência para todos os clientes que tenham urgência em efetuar este exame.
Fique a saber quais os exames de Ressonância Magnética disponíveis na Cintramédica na Clínica de Sintra, conheça quais os acordos disponíveis.