
Dificuldades na produção da voz — como rouquidão, cansaço ao falar, uma voz demasiado fina ou grossa, mais fraca ou mais forte do que o habitual — podem estar associadas à disfonia infantil.
É através dos pais que, desde cedo, os bebés descobrem e brincam com os sons que conseguem emitir e, daí, desenvolvem para a fala. Cada criança tem uma voz e timbre únicos, o que permite aos pais reconhecer a voz da sua criança no meio de muitas outras.
Por isso, quando a criança manifesta dificuldades relacionadas com a voz, essas alterações são percebidas com maior facilidade por quem a acompanha diariamente.
As alterações de voz na criança são, por vezes, desvalorizadas, apesar de poderem prejudicar a sua eficiência comunicativa, o seu desenvolvimento social e educacional e a sua participação em atividades com outras crianças.
Uma vez que as próprias crianças têm dificuldade em identificar qualquer tipo de problemas (cansaço, dor ou esforço para falar), é fundamental que os pais estejam atentos às potenciais alterações vocais nos seus filhos.
Se verificar que a voz da criança ficou diferente nos últimos tempos (por exemplo rouca, fraca, tensa ou cansada), que melhora quando ele fica alguns dias sem falar e que piora em situações que dá mais uso à voz, estes são sinais que não deverá ignorar.
Nestes casos, se as alterações permanecerem durante 15 dias deve procurar a ajuda de um especialista.
O diagnóstico da disfonia infantil deve ser realizado por uma equipa multidisciplinar. Na maioria das situações, o primeiro passo é uma avaliação com um terapeuta da fala, que identificará hábitos prejudiciais. Se necessário, poderá encaminhar para uma consulta de otorrinolaringologia. A observação direta das pregas vocais pode ser recomendada para identificar alterações estruturais ou funcionais.
A disfonia pode ter 3 origens: funcional (uso incorreto da voz), orgânico-funcional (lesões que surgem devido ao uso vocal incorreto e repetitivo) ou orgânica (lesões/condições físicas que afetam diretamente as estruturas vocais). Em crianças em idade pré-escolar, a origem dos problemas de voz mais comum é a funcional, provocada por hábitos vocais inadequados no dia a dia.
Pais, mães e educadores desempenham um papel muito importante na promoção da saúde vocal das crianças. Criar um ambiente saudável é fundamental na prevenção de alterações vocais e no apoio a processos terapêuticos.
Algumas estratégias incluem:
A voz das crianças merece atenção desde cedo. Ao promover hábitos vocais saudáveis, pais e educadores contribuem para o bem-estar e o desenvolvimento comunicativo das crianças. Sempre que houver sinais persistentes de alteração vocal, não deverão hesitar em procurar apoio profissional.
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