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Artrite Reumatoide: uma doença autoimune que afeta sobretudo mulheres

26 Novembro 20   |   371
A artrite reumatoide é uma doença crónica e autoimune que afeta cerca de 70 mil portugueses. Esta doença reumática inflamatória está na origem do abandono do mercado de trabalho de mais de 50% dos doentes. No entanto, se detetada de forma precoce, o tratamento permite ao doente fazer uma vida normal. Pode ocorrer em todas as idades e afeta, principalmente, as articulações, podendo, no entanto, afetar qualquer órgão do corpo humano.
 
Quem afeta?
Não se conhece uma causa específica para a artrite reumatoide. Por alguma razão o organismo deixa de reconhecer a articulação ou os órgãos afetados, reagindo contra eles numa reação autoimune.

Existem, porém, alguns fatores genéticos e ambientais, como o tabagismo ou infeções, situações que podem contribuir para o aparecimento desta doença. As mulheres são quatro vezes mais afetadas do que os homens. Por outro lado, os picos de incidência de doença são entre os 30 e os 40 anos nas mulheres e a partir dos 80 anos para os dois géneros.
 
Das articulações ao resto do corpo
Os primeiros sinais são a dor e inflamação nas articulações, acompanhadas de dificuldade em realizar movimentos (rigidez), sobretudo de manhã ou após o repouso. Entre os sintomas descritos podem observar-se quadros de febre, cansaço, suores e perda de peso. Esta é uma doença sistémica, o que quer dizer que pode envolver outros órgãos como o coração, pulmão, pele, olhos e sistema nervoso periférico (responsável, por exemplo, pelos órgãos dos sentidos).
 
Diagnóstico
É comum observar-se dor e inchaço nas articulações, simetria do envolvimento das articulações (nos dois lados do corpo) ou rigidez nas articulações superior a 30 minutos. Nos exames complementares de diagnóstico são típicas as alteração nas análises ao sangue com fator reumatoide e/ou anticorpo anti-CCP positivos e/ou aumentos dos parâmetros de inflamação como a VS e a PCR. Os sintomas duram mais de 6 semanas e verificam-se alterações no radiograma nas situações de maior evolução.
 
Tratamento e prevenção da artrite reumatoide
A promoção de um estilo de vida saudável é fundamental para a gestão da doença. Deixar de fumar é um imperativo. O exercício físico é recomendado, sobretudo com movimentos para o fortalecimento muscular e manutenção da função articular.

De modo mais específico, o tratamento para a artrite reumatoide pode envolver a toma de analgésicos e anti-inflamatórios, corticosteroides, DMARD’s clássicos (para limitar a progressão da doença numa fase precoce) ou, em situações muito específicas, os DMARD’s biológicos, terapia que modula as proteínas da inflamação. Na maior parte dos casos são utilizados DMARD’s clássicos como o metotrexato, fármaco que trata a inflamação e evita os danos derivados da inflamação nas articulações.

Neste capítulo, é importante realçar o papel da ANDAR (Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatoide), associação de doentes que tem tido um trabalho exemplar na sensibilização do Estado para a comparticipação da medicação essencial para a artrite reumatoide.
 
Exercício, calor, frio e relaxamento
Estas são estratégias-chave que podem ajudar a viver com a doença. Praticar exercícios de fortalecimento muscular na zona em torno das articulações pode ajudar a combater sintomas como a fadiga. Nesta abordagem a natação ou a hidroginástica podem ser boas práticas desportivas.

Outra terapia pode ser alternar calor e frio de modo a aliviar a dor. O frio pode ainda ser útil para reduzir os espasmos musculares.

Além disso, também exercícios de respiração e relaxamento podem ajudar a lidar com a dor provocada pela artrite reumatoide.
 
Direito a uma vida sem dor
Na consulta de Reumatologia da Cintramédica vai encontrar especialistas que o podem ajudar a viver melhor com a artrite reumatoide. Do mesmo modo, também a Fisiatria tem um papel importante no tratamento dos doentes em algumas fases da doença. Estas consultas estão disponíveis na clínica de Sintra e a consulta de Reumatologia está ainda disponível por Videoconsulta.

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Referências bibliográficas: