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Refeições para diabéticos: guia para uma alimentação saudável

14 Janeiro 22   |   379
As refeições para diabéticos têm de ser pensadas com alguns cuidados. Fazem parte de uma “trilogia da saúde”, que envolve a alimentação, a atividade física e (nos casos em que está prescrita) a medicação de antidiabéticos orais ou insulina.
O principal objetivo da pessoa com diabetes é prevenir o aparecimento de complicações decorrentes da doença. Nesse sentido, as refeições para diabéticos devem refletir escolhas alimentares que ajudem a controlar a glicemia, colesterol, triglicéridos e pressão arterial, de modo a manter um peso saudável. Mesmo que os hidratos de carbono sejam o grupo de nutrientes que maior impacto tem na gestão da doença, são apenas (mais) um elemento a ter em conta para garantir uma alimentação equilibrada.
Por outro lado, e de acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes, em Portugal há 1 milhão de pessoas com diabetes e 2,1 milhões de pessoas com pré-diabetes, o que faz com a mensagem principal destas recomendações – uma alimentação saudável - possa ser transversal à população em geral.
 
11 Dicas para uma alimentação saudável
 

1- Começar bem o dia

Primeiramente, nunca deve dispensar o pequeno-almoço. Pode incluir nesta refeição pão de mistura ou cereais e ainda uma peça de fruta.


2- Várias refeições

Lembre-se que não deve passar mais do que 3 horas sem comer. Faça 5 a 7 refeições ligeiras diariamente. Repartir os hidratos de carbono em pequenas quantidades e ao longo do dia vão ajudar a manter a saciedade e a uma maior moderação nas refeições principais. Por outro lado, esta prática tem a vantagem de ajudar a estabilizar os níveis de glicemia, evitando situações de hiper e hipoglicemia.


3- A sopa sempre presente

Ao almoço e ao jantar não dispense a sopa de legumes. São de fácil digestão, contribuem para o bom funcionamento intestinal. Do mesmo modo, os legumes e hortaliças devem ter uma presença assídua à refeição, uma vez que são alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais.


4- Fruta acompanhada

A fruta deve ser sempre consumida juntamente com outros alimentos. Além de constituir uma fonte de vitaminas, minerais e antioxidantes, a fruta é também um alimento rico em fibra, contribuindo para uma maior saciedade, regulação da glicemia e do microbioma intestinal.
Deve optar por comer fruta fresca (e não em purés ou em sumo). Às refeições deve consumir a fruta no final da refeição, tendo em conta que deve moderar os hidratos consumidos durante essa mesma refeição. Fora das refeições principais, prefira frutas com um índice glicémico baixo, como a maçã, pera ou citrinos, acompanhada, por exemplo, por meia fatia de pão escuro e 1 iogurte (sem adição de açúcares). Neste exemplo de lanche, ao incluir hidratos de absorção lenta (pão) com proteína (iogurte), vai garantir o aporte de nutrientes que, como a fibra, “atrasam” a absorção dos açúcares pelo organismo, ajudando a controlar os níveis de glicemia.
Ainda no capítulo das frutas, evite as que têm mais açúcar, como as bananas, uvas, figos ou dióspiros.


5- Carnes magras

A insuficiência renal é um dos riscos para a saúde das pessoas com diabetes. Por isso, faz sentido moderar a ingestão de proteínas às refeições. No entanto, as proteínas são um nutriente importante para controlar a diabetes, uma vez que atrasam a absorção de açúcares pelo organismo e ajudam a prevenir situações de hipoglicemia. Em todo o caso, é recomendada a preferência por fontes de proteína como as carnes magras (de aves ou coelho).


6- Gordura de eleição

Para cozinhar ou temperar prefira sempre o azeite. Mesmo assim, deve diminuir as quantidades e, de preferência, abolir escolhas como a margarina, banha, manteiga. Do mesmo modo, produtos com muita gordura devem ser barrados no cardápio dos diabéticos. Falamos de produtos de charcutaria e salsicharia, natas, molhos pré-preparados industrialmente, caldos concentrados, toucinho e massas folhadas.


7- Menos sal não tem de ser igual a menos sabor

Diminuir o consumo de sal ajuda a controlar a hipertensão. Por isso, deve abster-se do consumo de produtos com elevado teor de sal (charcutaria, enlatados, alguns queijos, batatas fritas de pacote ou aperitivos). Na confeção modere as quantidades de sal e substitua o seu uso pelas ervas aromáticas e especiarias. 


8- Métodos de confeção simples

O truque é a simplicidade e deixar brilhar os ingredientes de qualidade que escolheu para a sua refeição. Basta uma leve cozedura, ou passar na grelha, levar ao forno, ou ainda optar por uma caldeirada com bons ingredientes e pouca gordura.


9- Necessidades hídricas

Beber pelo menos 1,5 Lt por dia de líquidos é essencial para garantir o bom funcionamento dos rins e dos intestinos. E além da água pode ganhar em sabor com tisanas e infusões sem açúcar.


10- Um dia não são dias

Num dia de aniversário não há motivo para que uma pessoa com diabetes não possa provar o bolo. No entanto, é fundamental ter este controlo nos outros dias. Refrigerantes, bolos, pastéis, gelados, chocolates, mel, compotas, rebuçados só em ocasiões especiais e, mesmo assim, com algumas regras simples: devem ser consumidos no final das refeições e, nesses dias, a ingestão de arroz, batata e massas deve ser diminuído.


11- Controlo das quantidades

Temos de ter a noção que nem a saúde nem a alimentação equilibrada se servem ao peso. Mais é, na maioria dos casos, menos. É mais importante saber quais as quantidades adequadas e a que tipo de alimentos deve dar primazia. Neste capítulo, e por ordem de grandeza, os legumes (crus ou cozinhados) devem preencher metade do prato. A outra metade deve ser preenchida em igual medida por hidratos, como o arroz, massa ou batata, e pela proteína (carne, peixe, ovos). Não repita. Comer devagar vai-se longe não só no sabor dos alimentos como na sua saúde.
 
Refeições para diabéticos: tem dúvidas?
Dependendo do seu caso particular de diabetes, muitas dúvidas podem surgir quando chega a hora de fazer as compras no supermercado, na altura de cozinhar ou quando escolhemos o prato num menu de restaurante. Por isso, marque uma consulta de Nutrição Clínica e tome controlo da sua alimentação e da diabetes.
 

Artigo revisto por

Elisabete Rosa

Nutricionista