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Reações adversas às vacinas da COVID-19

27 Outubro 22   |   3099

É absolutamente normal ter reações adversas leves a qualquer vacina. Entre essas reações, e relativamente à Dose de Reforço Sazonal Outono-Inverno 2022-2023 contra a COVID-19, incluem-se as dores de cabeça, no corpo, febre ou dor no local da administração da vacina. A Dra. Filomena Lima Távora, médica de Medicina Geral e Familiar da Cintramédica, ajuda-nos a perceber porque ocorrem as reações adversas à vacina da COVID-19 e da gripe e o que fazer para as minimizar.

 

Causas das reações adversas à vacina

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as reações leves à vacinação contra a COVID-19 são uma situação normal. Isto porque, após a toma da vacina, o sistema imunológico provoca um aumento do fluxo sanguíneo para que mais células anti-COVID-19 possam circular no organismo, o que pode provocar alguns sintomas como o aumento da temperatura do corpo para eliminar o vírus. Entre os efeitos leves a moderados mais frequentes incluem-se:

  • Dor no local da injeção
  • Febre
  • Fadiga
  • Dores de cabeça
  • Dores musculares
  • Calafrios
  • Diarreia
  • Manchas na pele

A Dra. Filomena Lima Távora adianta que “essas reações adversas podem fazer-se sentir durante um a três dias no máximo”, sendo que “a dor no local da injeção, febre e dores no corpo são os sintomas mais comuns”. 

 

Covacinação da COVID-19 e da gripe

Neste momento, e de acordo com a Campanha de Vacinação Sazonal contra a COVID-19: Outono-Inverno 2022-2023, estão a ser administradas as vacinas contra a COVID-19 e contra o vírus da gripe a determinados grupos elegíveis como, por exemplo, pessoas com mais de 65 anos ou pessoas com Patologias de Risco. Nesse sentido, e por estarmos a falar de pessoas que podem ter uma saúde debilitada, a médica da Cintramédica recomenda aos seus pacientes que optem por guardar uma semana de intervalo entre a toma das duas vacinas, por uma questão de minimizar os efeitos de uma reação adversa a qualquer umas das duas vacinas. A Dra. Filomena começa por reforçar que “não estamos a falar de incompatibilidade entre a toma conjunta das duas vacinas”, sublinhando que “a segurança da toma conjunta das duas vacinas está perfeitamente garantida pelas Autoridades de Saúde competentes”. Nesse sentido, acrescenta que “a recomendação da separação da toma das duas vacinas é, sobretudo, para tentar diminuir determinadas reações adversas que possam dificultar a qualidade de vida das pessoas, durante os 2 a 3 dias após a vacinação, podendo surgir febre e dores no corpo, situação que pode afetar a qualidade de vida das pessoas.”

 

É possível prevenir efeitos indesejáveis?

Em primeiro lugar, a Dra. Filomena Lima Távora afirma que “é impossível prever, à priori, se uma pessoa vai ter uma reação adversa a qualquer vacina”, referindo que “o que é importante é prevenir que possa vir a ter”. E, nesse sentido, a médica adianta que, “se uma pessoa já teve, no passado, reações adversas à vacina da COVID-19 ou à vacina da gripe, poderá ser expectável que volte a ter reações adversas numa próxima toma”.

Por outro lado, “se a pessoa já tiver tomado vacinas da gripe e vacinas contra a COVID-19 sem ter tido qualquer tipo de reação, podem optar por fazer as duas vacinas em conjunto. No entanto, se nunca fez, por exemplo, uma vacina da gripe, e portanto não sabe se vai ter ou não reação, diz a prudência que deve reservar um intervalo de uma semana entre a toma das vacinas”, refere.

Finalmente, “caso a pessoa tenha tido uma reação a determinada marca de vacina, pode ainda pedir para que lhe seja administrada outra marca no Centro de Vacinação”, completa.

 

Vacina da pneumonia

A covacinação da COVID-19 e da gripe é garantidamente segura, e oferece uma eficácia comprovada contra as formas mais severas de infeção. No entanto, relativamente à vacina da pneumonia, a Dra. Filomena Lima Távora recomenda um intervalo mais alargado entre a toma da vacina da pneumonia e o reforço da vacina da COVID-19 e da gripe. “Há pessoas que, todos os anos, têm de fazer a vacina contra a pneumonia. São pessoas com problemas graves a nível pulmonar que, além desta vacina, devem fazer também a vacina da gripe. Por isso recomendo vivamente que façam a vacina da COVID-19, deixem um intervalo de uma semana para a vacina da gripe, e aguardem o mínimo de um mês para fazer a vacina da pneumonia”, defende.

A Dra. Filomena Lima Távora refere ainda que “se há vacinas para tomar a pessoa e o seu médico devem ponderar no que é prioritário. Sem esquecer que há pessoas que tiveram COVID-19 e que, como tal, devem contar com 4-6 meses de imunidade antes de tomar a dose de reforço”.

 

Como proceder caso tenha uma reação adversa

Após a vacinação contra a COVID-19, é pedido que a pessoa permaneça no Centro de Vacinação, “cerca de 15 a 30 minutos depois da toma da vacina para que as equipas de primeiros socorros possam intervir caso suceda alguma reação grave”, refere a médica.

Aliás, e de acordo com o Serviço Nacional da Saúde, a pessoa deve estar atenta durante as 72 horas após a vacinação a sintomas mais graves e persistentes como falta de ar, dor no tórax, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, dores de cabeça intensas e persistentes (mais de 3 dias), alterações da visão, pontos vermelhos ou manchas na pele em local distinto do local da injeção. Qualquer destes sintomas justifica a necessidade de consultar o seu médico de imediato.

Felizmente, com a pandemia da COVID-19, a Ciência Médica produziu vacinas seguras e com um número de reações adversas relativamente negligenciáveis. Aliás, se olharmos para os números divulgados pelo Infarmed referentes ao rácio de reações adversas às vacinas da COVID-19, e após a administração de 25 milhões de doses, temos 1 reação adversa por 1000 inoculações. A Dra. Filomena acredita que estes números são demasiado otimistas, porque acredita que serão “poucas as pessoas que ligam para a Saúde 24 (808 24 24 24) por terem febre após a toma da vacina”.

Finalmente, no caso de ter sintomas como febre ou dores no corpo após a vacinação, pouco mais há que fazer do que, nos adultos “tomar paracetamol (1g), no máximo 3 vezes ao dia, ou ibuprofeno (600 mg) no máximo 3 vezes por dia”, com a ressalva que “o ibuprofeno está desaconselhado para pessoas com úlcera gastro-duodenal ou gastrite”, conclui.

Artigo revisto por

Filomena Lima Távora

Médica de Medicina Geral e Familiar

Maria Ferreira
15 Novembro 2022
Venho agradecer o esclarecimento relativamente à toma das vacinas porque sou doente cardíaca e vou tomar as vacinas e não sabia que tinha que fazer intervalo senda a 4a dose covid mas a 1a gripe portanto muito obrigada...
Angela Maria Oliveira
14 Novembro 2022
Minha médica de Família de alguns anos sempre gostei de saber a sua opinião médica mesmo para meus filhos grande Professional Desejo muita saúde e Boa continuação beijocas