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Em tempos de pandemia… não esqueça o seu coração

22 Maio 20   |   171

Maio é o mês do coração. Todos os anos se promovem neste período um conjunto de iniciativas para relembrar a importância da prevenção e do tratamento da doença cardiovascular, que continua a ser a principal causa de mortalidade em Portugal e nos países desenvolvidos.

Mas Maio de 2020 está a ser, pelas piores razões, diferente. A pandemia COVID-19 tomou conta das nossas vidas e alterou por completo as rotinas e as prioridades dos portugueses. E inevitavelmente também as suas preocupações de saúde. Foi (e continua a ser) essencial o recolhimento e isolamento social, particularmente dos grupos de maior risco que incluem idosos e pacientes com patologias crónicas – como o são na sua maioria as doenças cardiológicas. E os portugueses responderam a este apelo com sentido de responsabilidade, ultrapassando muitas vezes as medidas propostas e traduzindo-se por uma disseminação da infeção abaixo das previsões.

Há, no entanto, um lado menos visível desta pandemia, que será provavelmente responsável por mais mortes que o próprio vírus. É o da não prevenção, do não diagnóstico atempado e da descompensação evitável das restantes patologias, nomeadamente cardiovasculares. É o da descontinuação da medicação habitual por ausência de receitas ou receio de ir à Farmácia. Isolamento social não poderá significar medo de recorrer aos serviços de saúde, que, entretanto, se adaptaram para ser locais seguros e preparados para esta nova realidade.
 

Cuide da sua saúde. Cuide do seu coração.


Se tem fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes ou tabagismo, previna. Regresse a um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação cuidada e atividade física regular. Consulte o seu médico de família ou cardiologista, siga os seus conselhos, realize os exames de rastreio necessários e cumpra a terapêutica.

Se tem patologia cardiológica já identificada, como doença coronária, insuficiência cardíaca ou arritmias, se tem sintomas novos ou agravados como dor no peito, cansaço, falta de ar, palpitações, perda de consciência ou edemas nos membros inferiores, ou se lhe forem detetadas em consulta alterações como um sopro cardíaco ou anomalias na auscultação pulmonar, consulte um cardiologista. Esteja atento a estes sinais e procure ajuda médica. Um diagnóstico correto e atempado salva vidas… não adie. Não fique à espera que passe. É imprescindível que a terapêutica cardiovascular seja ajustada, que os exames de diagnóstico indicados sejam efectuados e as intervenções necessárias realizadas.

Neste Maio lembre-se: as doenças cardíacas matam mais do que o COVID-19.
 

Não tenha medo: proteja-se, mas proteja o seu coração.

Autor do artigo

Sílvio Leal

Cardiologista