Gasometria



Prevenção do Cancro da Mama

30 de Outubro de 2015


O Cancro da Mama é o tipo de cancro que mais mulheres afecta, correspondendo à segunda causa de morte por cancro na mulher. São diagnosticados anualmente em Portugal cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, dos quais 1500 acabam por provocar a morte da mulher.

Quem está em risco?
Apesar de ainda não ser conhecida uma causa específica para o cancro da mama, existem já alguns estudos que demonstram a existência de mulheres com maior risco de contraírem a doença. 

Factores de risco:
• Idade: a possibilidade de ter cancro da mama aumenta com o aumento da idade.
 História Pessoal de Cancro da Mama: mulheres que já tenham tido cancro da mama correm um maior risco de voltar a ter.
• História Familiar: o facto de haver na família pessoas que já tenham tido cancro da mama, nomeadamente mãe, tia ou irmã, aumentam o risco de cancro na mulher.
• Algumas Alterações da Mama: algumas mulheres apresentam células mamárias que parecem anormais quando vistas ao microscópio; ter determinado tipo de células anormais, como sejam a hiperplasia atípica ou o carcinoma lobular in-situ aumenta o risco de cancro da mama.
• Alterações Genéticas: Alterações em certos genes (BRCA1, BRCA2, entre outros) aumentam o risco de cancro da mama. Às mulheres que apresentem estas alterações genéticas podem ser sugeridas medidas para tentar reduzir o risco de cancro da mama e melhorar a detecção precoce da doença.
• Primeira Gravidez depois dos 31 Anos
 História Menstrual Longa: o risco aumenta em mulheres que tenham a primeira menstruação em idade precoce (antes dos 12 anos), em mulheres que tenham uma menopausa tardia (após os 55 anos) e em mulheres que nunca tiveram filhos.
• Terapêutica Hormonal de Substituição: mulheres que tomam terapêutica hormonal para a menopausa apresentam maior possibilidade de desenvolver cancro da mama.
 Raça: O cancro da mama afecta com maior frequência mulheres caucasianas (brancas) comparativamente a mulheres Latinas, Asiáticas ou Afro-Americanas.
• Radioterapia no Peito: As mulheres que tenham feito radioterapia ao peito antes dos 30 anos, apresentam um risco mais elevado de terem cancro da mama.
• Densidade da Mama: Mulheres mais velhas que apresentem tecido denso (não gordo) numa mamografia têm risco elevado para cancro da mama.
• Obesidade após Menopausa: As mulheres que são obesas após a menopausa apresentam um risco maior de desenvolver cancro da mama. A proporção anormal de gordura corporal provoca a produção de estrogénios, o que representa um risco maior.
• Inactividade Física: Estar fisicamente activa ajuda a diminuir o risco, através da prevenção do aumento de peso e da obesidade.
• Bebidas Alcoólicas: alguns estudos sugerem haver relação entre a maior ingestão de bebidas alcoólicas e o risco aumentado de ter cancro da mama.
 
Sinais e Sintomas do Cancro da Mama
 
Sintomas que podem alertar as mulheres:
• Qualquer alteração na mama ou no mamilo quer no aspecto quer na palpação;
• Qualquer nódulo ou espessamento na mama;
• Sensibilidade no mamilo;
• Alteração do tamanho ou forma da mama;
• Retracção do mamilo (mamilo virado para dentro da mama);
• Pele da mama, aréola ou mamilo com aspecto escamoso, vermelho ou inchado, pode apresentar saliências ou reentrâncias, de modo a parecer “casca de laranja”;
• Secreção ou perda de líquido pelo mamilo.
 
Em caso de dor ou qualquer outro sintoma deve de imediato consultar o seu médico. 
 


Detecção Precoce do Cancro da Mama
 
Todas as mulheres devem falar com o seu médico acerca do seu risco pessoal para ter cancro da mama, percebendo quando e com que frequência devem começar a fazer exames para despiste da doença. A realização de exames de rastreio é de extrema importância e deve ser feito antes de surgirem quaisquer sinais ou sintomas, ajudando assim o médico a detectar e tratar precocemente o cancro. A sua detecção precoce aumenta a probabilidade do tratamento ser eficaz e bem sucedido.
 
Exames a Realizar:
1. Mamografia de Rastreio;
2. Exame clínico da mama;
3. Mamografia de Diagnóstico;
 
Recomendações para detecção precoce do cancro da mama:
• As mulheres com 40 anos ou mais devem fazer uma mamografia anual ou em cada dois anos;
• As mulheres que apresentem um risco superior à média de ter cancro da mama devem falar com o seu médico antes dos 40 anos e perceber quando devem fazer uma mamografia.
 
Apesar de poder realizar a palpação da mama no conforto do seu lar, a realização da mamografia é essencial. Muitas vezes, só através deste exame é possível verificar a existência de um nódulo (ou caroço) na mama, antes mesmo deste poder ser sentido ou palpado. A mamografia pode também mostrar uma agregação de pequenas partículas de cálcio. Tanto os caroços como estas agregações podem ser sinais de cancro.
 
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