Gasometria



O seu coração é saudável?

18 de Setembro de 2013

A importância do Controlo Cardiovascular

Em Portugal, as doenças cardiovasculares lideram as taxas de morbilidade e mortalidade, o que torna importante a implementação de medidas que visem a sua prevenção e tratamento. 

Os efeitos e consequências provocadas pelas doenças cardiovasculares, nomeadamente o acidente vascular cerebral (AVC) e a doença coronária (DC), no cidadão, na sociedade e no sistema de saúde, determinam que sejam encaradas como um dos mais importantes problemas de saúde pública. Tal facto, obriga a uma abordagem planeada e organizada ao longo de todo o sistema de saúde, que tente não apenas evitar estas doenças e reduzir as incapacidades por elas causadas, como também prolongar a vida.

Actualmente, os progressos ao nível da saúde têm objectivos mais ambiciosos, para além da preocupação em prolongar a vida, visam o prolongamento da vida activa, o comprimir da morbilidade para o fim da vida e melhorar a qualidade de vida em todas as fases da história natural de evolução destas doenças. Com o reconhecimento das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no País, concluiu-se que o seu controlo era insuficiente. Assim, para além do objectivo principal de melhor controlo da pressão arterial, passou-se a dar importância ao controlo de outros factores determinantes: o tabagismo, a dislipidémia, a diabetes, o abuso de álcool, o sedentarismo, a obesidade e o stress excessivo. O elevado número de factores e a prevalência que todos eles têm na sociedade obriga a que se tenha uma especial atenção à prevenção, detecção e correcção, tendo em atenção que o mesmo implica não só a melhoria de saúde mas, também, todos os cuidados que promovem a sua recuperação. A adopção destas medidas potencia na população portuguesa a redução dos riscos de contrair doenças, a concretização do seu rápido e adequado tratamento e a tomada de medidas que reduzem a sua ocorrência.

Apesar dos alertas, tem-se registado um aumento do abuso de álcool e de ingestão de calorias alimentares, o que agrava o excesso de peso e favorece a obesidade e a diabetes, contribuindo para o aumento da morbilidade cardiovascular e da mortalidade precoce. A estes factores, somamos o risco agravado pela falta de actividade física diária, ligada ao uso exagerado de transportes e de longos períodos em frente da televisão, o que torna o sedentarismo dos factores com maior relevância nos acidentes cardiovasculares.

Em boa verdade, todos podemos procurar evitar este tipo de doenças, começando por saber os nossos níveis de tensão arterial, colesterol e glicemia, de modo a tomar de uma forma mais consciente as medidas necessárias para controlar estes factores de risco.


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