O ano 2011 acabou finalmente, e estamos já no novo ano – uma nova oportunidade.
Depois da azáfama da árvore de Natal, dos presentes (que este ano se tornam mais difíceis de comprar pelas circunstâncias que atravessa o nosso país), da Ceia para poucos ou para muitos, farta ou mais comedida, da ida para a casa do filho ou da filha, dos sogros ou pais e/ou avós… o 24 o 25… e vem o fim do ano!
Fim de Ano, o encerrar de 12 meses, o encerrar de um ciclo. Mas calma, ainda temos a festa do fim de ano!!! Onde, com quem, e o mais importante, quanto?
Acredito que todos nos identificamos, uns mais outros menos, com este vai-vem que quase, só de ler, nos acelera o coração e não nos dá tempo para pensar.
Repito, “O ano acabou finalmente, vem ai um novo ano, uma nova oportunidade”, mas desta vez, vamos nos sentar, respirar fundo e, por fim, fazer o que tanto se apregoa:
O Balanço!
De facto, é um sentir quase inato, poder começar do zero ou de novo. Parece que a Vida nos dá uma nova oportunidade. Sentimo-nos com energia para traçar novas metas, novos objectivos, e parece que podemos conquistar o mundo! De repente, os 12 meses que passaram parecem apagar-se… e isto acontece, proporcionalmente: se foi um mau ano, rapidamente é passado e esquecido, mas se foi um bom ano, a sua magia torna-se um bom sinal para um novo “bom” ano!!
Mas então para que servem as 12 passas e os 12 desejos exactamente durante as 12 badaladas?
Bem, muitas vezes não necessitamos de 12 desejos, ou melhor de 12 objectivos, para que o nosso ano seja melhor que o que passou. Já lhe aconteceu ficar sem desejos para tantas passas ou até mesmo repetir desejos, ou ainda desejar por alguém com falta de desejos!!?? Enfim, no fundo, o que estamos a fazer é traçar objectivos ou metas para a nossa vida, neste novo ano. Eles são importantes, objectivos pessoais, do casal, parentais, profissionais, enfim, no fundo são coisas que, de um modo ou outro, nos fazem falta.
Vamos então ao Balanço.
Fazer um balanço é ver, dos objectivos que criámos no ano anterior, quais conseguimos concretizar, quais é que não conseguimos, e ainda, quais as circunstâncias que não facilitaram essas mesmas concretizações. Porquê? – Este processo ajuda-nos a entender e a reconhecer os sucessos e os não sucessos, a identificar comportamentos que não viabilizaram os objectivos pretendidos, e ainda a considerar aspectos sobre os quais não exercemos qualquer tipo de controlo. Desta forma, ao identificar tudo isto, incrementamos a possibilidade de atingir os nossos novos objectivos.
Mas atenção! Cuidado com a frustração gerada por objectivos pouco ou nada reais. Devemos criar objectivos reais, para os quais temos capacidade de concretização! Não vamos correr a maratona sem nunca nos termos preparado, corremos o risco de nos lesionar seriamente. Questione-se sempre como vai fazer para atingir o seu objectivo, e se for necessário, faça uma lista e os passos para a os concretizar, não esquecendo de indicar quem o poderá ajudar. Metas curtas, reais e claras simplificam o caminho! É importante lembrar que o ano tem apenas 366 dias, por isso cuidado com a quantidade de objectivos! Comece já hoje a trabalhar para a sua vida, concretizando os seus desejos e os seus objectivos, pois se adiar este início corre o risco de ir deixando sempre para amanhã…
Se nos dermos conta de que os nossos objectivos foram cumpridos antes do ano terminar, podemos sempre criar novos (talvez possamos dar uso às passas excedentes...).
Vamos começar este Novo Ano com Força, Esperança, Serenidade e muito Amor. Vamos ao apostar em Nós!
Bom Ano Novo!
Artigo escrito por:
-Dra. Janaína - Psicóloga Clínica da Cintramédica
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