Ser Pai não vem com manual!

12 de Setembro de 2011

A notícia da gravidez provoca uma pequena revolução na vida do casal. Aos sentimentos de alegria e excitação somar-se-á a expectativa de se transformarem em bons pais.
É verdade. Algumas coisas ele aprende por instinto, outras pela prática e outras, ainda, pela lembrança dos próprios pais.
O pai pode apoiar e ajudar em muitas coisas com o seu bebé, as vezes parece difícil mas, com algumas dicas o que parecia tão difícil afinal não o é.

O bebé já está em casa, mudando hábitos e, sobretudo, horários da família.
Pelo menos, durante os primeiros meses, será difícil dormir uma noite inteira, sem interrupções. 
O casal, também, não terá tantos momentos íntimos, como antes, e a vida social deverá se adaptar às necessidades do ilustre recém-chegado.

O bebé chora.
Porque sente calor, frio, cólicas, alguma dorzinha, porque está cansado, dificuldade de dormir, fraldas molhadas, entre outros.
Na maioria dos casos, o pai pode solucionar, sozinho, a situação. Com isso, a mãe descansa um pouco, e o pai tem a oportunidade de estreitar mais ainda o relacionamento com o bebé.

Brincar com a criança no colo, balançá-la energeticamente, falar e rir alto com ela.
Calma, pai! Há momentos em que seu filho precisa de sossego, e essas brincadeiras, além de o assustar, acabam por deixá-lo inquieto e irritado.
Experimente uma voz suave e um colinho mais tranquilo.

Vai mudar as fraldas pela primeira vez? Então, mãos à obra!
Separe o que for usar: algodão embebido em água morna ou em uma solução anti-séptica própria. Se preferir, as toalhitas são super práticas.
Lembre-se que a limpeza deve ser feita de frente para trás (da vagina ou do pénis, em direcção ao ânus).
Não use a mesma toalhita ou algodão duas vezes, e seque bem o bebé, passando, em seguida, um creme hidratante infantil.
Atenção: ao colocar a fralda nova, não aperte demais, com medo de que ela vá cair.
 

Ele tem mais de seis meses e continua “manhoso”? Não desespere!
É difícil mesmo adaptar-se ao mundo, às pessoas, tão diferentes entre si, a horários, hábitos.
A simples presença do pai, lado a lado, pode ajudar. E muito. Dá segurança, conforto e só aumenta a auto-estima.
 
Pai de mil e uma utilidades.
Corta as unhas do bebé (rectas e nunca rentes), enche a banheira e verifica a temperatura da água, passa um óleo próprio para tirar as crostinhas da cabeça, massaja com creme o corpo do bebé, higieniza as chuchas e biberões; completa os potes de algodão, cotonetes e gazes...
E ainda leva um copo de água para a mamã que está a amamentar e sente muita sede.
 
Hora de dormir. Perto dele, conte histórias ou cante musicas de embalar.
O bebé vai lembrar-se desses momentos pelo resto da vida.
Mas, atenção: nada de enredos escabrosos, com bruxas, monstros ou gigantes. Deixe isso para quando a criança for maiorzinha.
 
Ele não parece bem? Está sonolento, choroso e sem apetite?
Antes de ligar para o pediatra, observe todos os sintomas. Verifique a temperatura, veja se a respiração e o pulso parecem acelerados, se há manchas ou marcas na pele.
Quanto mais detalhes você puder contar, mais facilmente o médico poderá fazer o diagnóstico.

Se precisar acordar o seu filho, use de toda a delicadeza.
Nada de entrar no quarto dele a cantar alto ou arrancá-lo do berço abruptamente. Chame-o pelo nome, bem baixinho, apoie uma das mãos entre a cabeça e a nuca do bebé, e a outra sob o rabiosque.
Firme? Então, levante-o bem devagar e coloque-o no colo.
 
Na visita mensal ao pediatra, pergunte, pergunte, pergunte, sem receio de parecer desinformado.
 
Pai: O seu bebé conta consigo para crescer feliz e em segurança!

Conselhos da Cintramédica
 

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